Na hora do deserto
Muitas vezes em nossa vida de cada dia vivemos momentos de deserto, situações de solidão e angústia, tristeza e isolamento, fuga e abandono, medo e aflição, desespero e pânico, dor e sofrimento, fraqueza e desequilíbrio, contrariedade e adversidade, discórdia e antagonismo, transtorno e distúrbio, violência e maldade, conflito e aberração, dificuldade e incompreensão, confusão e complicação...
São circunstâncias desérticas...
Instantes de contradição em nossa realidade cotidiana.
Nessas horas de contraste, parece que Deus vem nos dar a mão e aliviar essa nossa cruz dolorosa, esse nosso vazio espiritual e esse nosso nada existencial, as dúvidas e as incertezas que aí então aparecem.
Ou então o Senhor Deus coloca em nossas vidas, nesses instantes de risco e de morte, pessoas ou atividades que possam diminuir as nossas tensões psicológicas e ideológicas e enfraquecer as nossas pressões físicas e mentais, materiais e espirituais, alguém que resolva os nossos problemas e solucione os nossos questionamentos constantes ou provisórios, sempre nos apresentando um jeito novo e uma maneira diferente de consertar essas instabilidades emocionais, destruir essas barreiras do corpo, da mente e do espírito, derrubar esses obstáculos conscientes ou não, reais ou irreais, racionais ou irracionais, que impedem a nossa auto-superação, a ultrapassagem desses empecilhos diários e noturnos, e a transcendência desses limites transitórios ou dessas fronteiras permanentes.
Deus, o Senhor da Vida, então, nessas horas difíceis e quase impossíveis de se viver e existir, nos dá variados remédios que curem essas moléstias da mente e da alma, diversos curativos capazes de estragar essas enfermidades e patologias quase incuráveis, salvando-nos assim dos perigos da morte e dos riscos do sofrimento que nesse tempo sempre nos atingem e ameaçam, libertando-nos pois dessas doenças sem animação, sem solução aparente e sem resposta segura e agradável para essas horas de dor intensa, funda e profunda, como se nesse deserto de rejeições e contraposições cotidianas necessitássemos de um oásis para refrescar a nossa cabeça, banhar o nosso corpo e lavar a nossa alma.
Esses remédios são quase sempre as mulheres da nossa vida, os amigos que encontramos no caminho, a família que nos acolhe, os colegas de trabalho que nos incentivam, os conhecidos da rua e do supermercado que sempre nos motivam para novas ações cheias de esperança, os alunos da escola, os doentes do hospital, nossa mãe e nosso pai, a filosofia de vida que cada qual assume em seu dia a dia, a ideologia política e o partido que a valoriza, o poder que muitas vezes temos na mão e que decide nossas posturas pessoais e as nossas funções sociais, o cargo que adquirimos no emprego, o sexo que fazemos com uma garota, o dinheiro que garante as nossas necessidades, as idéias que criamos e os conhecimentos que produzimos, os sentimentos que abraçamos a cada dia, as atitudes corretas e plenas de transparência ética e espiritual, os valores morais e religiosos que abarcamos em todos os momentos, a música e a arte em geral, o modo científico de viver, e assim por diante.
São esses os remédios vitais que Deus se utiliza para nos tirar do deserto, aliviar as nossas dores e nos socorrer em nossas necessidades.
Deus, porém, é a maior e melhor solução nessas horas contraditórias.
O Remédio preciso.
A Resposta que não deixa dúvidas.
O nosso Médico da vida.
Médico necessário.
Sem Ele, o deserto não vai embora.
Com Ele, a vida não é dura.
Nele, o remédio mais urgente, vital e importante nessas horas duras, sérias, graves e difíceis.
Então, surge Deus.
De que mais precisamos.
Ele é o Tudo e o Todo.
Nada mais é necessário.
Só Ele nos basta!
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