E as minhas ausências ?
Quem vai ocupar ?
Quem vai preencher ?
Durante a trajetória de nossa vida cotidiana quase sempre sentimos a falta de uma pessoa em quem confiar nossos problemas, conflitos e dificuldades, ou de um amigo em quem acreditar e lhe revelar nossos segredos de existência, ou de alguém que nos dê carinho, amor e atenção, ou de algo que ocupe os nossos vazios espirituais e os nossos nadas existenciais, ou de um ser superior a nós que nos ofereça garantias de sobrevivência e segurança em nosso trabalho e família, ou de um mito em quem possamos nos apoiar para não cair como se fosse a tábua de salvação de nossa vida insegura, inquieta e instável, ou ainda de uma mulher que preencha as nossas ausências de amor e sexo e que assim ordene a nossa realidade interior, discipline as nossas atividades externas e organize os nossos comportamentos e relacionamentos com as pessoas ao nosso lado e em torno de nós.
Sim, precisamos sempre de algo ou alguém que acabe com as nossas omissões cotidianas, ou que termine com o nosso silêncio covarde diante de situações injustas, ou que extermine de nós as nossas aparências sem coração e as nossas irrealidades sem razão, ou desapareça com a nossa insensatez e falta de equilíbrio, e ao mesmo tempo nos faça alegres e otimistas perante o dia a dia sempre com um sorriso no rosto para levantar os tristes, aflitos e deprimidos, animar os angustiados e desanimados, motivar os medrosos em meio a seus pânicos do dia e da noite, incentivar os fracos e sem alento, e entusiasmar quem precisa de uma força para a vida, de uma luz para bem caminhar e de uma energia capaz de empurrar as pessoas decaidas para frente e para o alto.
Tais atitudes positivas preenchem as nossas ausências durante a vida.
Essas ações saudáveis e agradáveis ocupam os nossos espaços vazios e os nossos nadas temporais e históricos, reais e atuais.
São atividades que substituem os nossos comportamentos omissos, a nossa falta de compromisso com a sociedade e a nossa ausência de responsabilidade perante os destinos da humanidade.
Não podemos ser pessoas ausentes no interior da realidade que nos envolve diariamente.
Necessitamos de presença na vida de quem sofre, ou no cotidiano de quem precisa de nós.
Devemos ser uma luz para os outros.
Estar presentes na hora da tristeza e da alegria dos indivíduos, grupos e comunidades que passam por nosso caminho.
Urge sermos presença.
Presença de vida.
Presença de amor.
Presença de Deus causando felicidade em nossa volta.
De fato, a nossa felicidade se constitui em ser presença boa, amiga e generosa na vida de quem convive conosco todos os dias e todas as noites.
Somos responsáveis pelo bem que devemos fazer aos outros.
Devemos nos comprometer com a paz social e ambiental, levar a todos o bem que salva e a bondade que liberta.
Somente assim seremos felizes.
Felizes por fazer os outros felizes.
Tal é a nossa verdadeira felicidade.
Ser bom e amigo das pessoas.
Ajudar o mundo a ser mais justo, livre e feliz.
Essa a nossa vocação natural.
Sigamos portanto a nossa natureza.
E depois glorifiquemos a Deus pelo bem que fazemos e pela paz que propagamos em torno de nós.
Deus sorrirá para nós.
E nós dormiremos sempre tranqüilos,
em paz com a nossa consciência.
Isso é felicidade.
O Sentido da vida.
A Razão da existência.
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