Justiça sem Juizes
Você já reparou um Formigueiro e o modo pelo qual as Formigas trabalham e se movimentam, se organizam e andam disciplinadas, realizando suas tarefas diárias quase que perfeitamente ?
Pois é.
No dia a dia dos Tribunais, temos observado que muitas vezes a sociedade e a opinião pública reagem a decisões judiciais e sentenças promovidas pelos Profissionais do Direito, dizendo que houve falhas no Judiciário ou erros no critério dos Julgamentos, definições aberrantes sem aparente bom-senso ou que fogem de uma boa razoabilidade ou da sensatez de uma consciência fundamentada por valores inteligentes e princípios bastante racionais.
Como as Formigas, os Juizes podem errar.
Todavia, como o Formigueiro, a Justiça nunca falha.
Porque os Juizes são pessoas humanas, sujeitas a uma natureza imperfeita, fraca, debilitada, limitada, que comete desajustes morais e emocionais, que se envolve em distúrbios físicos e mentais, ou sofre as consequências de transtornos irracionais, sem a devida correção ética e espiritual.
A Justiça, ao contrário, é perfeita, não erra, não falha, é absoluta e necessária, sólida e firme, robusta e constante, estável e duradoura, que independe dos homens, porém totalmente dependente da consciência humana, do bom-senso das coisas e do equilíbrio de pessoas que têm como regra o bem que devem fazer e a paz que precisam viver.
A Justiça está sempre presente.
Os Juizes às vezes se ausentam na ordem do Direito, na busca da Verdade e na procura da Justiça.
A Justiça é Divina.
Os Juizes são Humanos.
A Justiça sempre obedece ao bom-senso das pessoas.
Os Juizes quase sempre priorizam interesses acima dos valores da razão e dos princípios da consciência.
Quase sempre, não.
Mas acontece muito.
A Justiça vive de boas intenções e ótimas experiências.
Os Juizes nem sempre seguem a sua natureza, driblam a consciência e jogam fora a racionalidade e os seus sentimentos, sua cultura familiar e seu repertório de idéias e conhecimentos muitas vezes carentes de bom conteúdo jurisprudencial.
Quando há Justiça, o povo aplaude, a sociedade abaixa a cabeça e a opinião pública diz “sim” concordando plenamente.
Quando os Juizes deixam a Justiça de lado, ou ignoram a legislação ou desrespeitam o bom-senso, se isolam da jurisprudência e dos princípios do Direito, esquecem a boa consciência, a ética e a espiritualidade, então a sociedade vacila, cai no abismo da alma, mergulha no fundo do poço do cotidiano, e passa a viver sem regras de conduta, na confusão de normas sem raizes e de ações sem fundamento algum.
A Justiça é sempre boa e do bem.
Os Juizes algumas vezes são do mal e fazem mal as coisas.
A Justiça é simples.
Os Juizes grande parte das circunstâncias são complicados.
O bom Juiz segue o bom-senso.
Diante dos conflitos, sua boa consciência prevalece, além da lei em que se apoia para julgar, e outros critérios de julgamento.
Entretanto, o que o bom Juiz não pode ignorar é que a Justiça é eterna, absoluta, necessária, irrefutável, irreversível, irrevogável, estável, permanente, constante.
Perante a relatividade dos Juizes mais vacilantes, impera a Justiça e seus efeitos universais, suas regras sensatas e suas normas absolutas.
Justiça e sensatez caminham juntas.
Precisam uma da outra.
Justiça sem Juizes ?
Talvez sim.
A Possibilidade existe.
Mas Justiça sem bom-senso: nem pensar.
Como o Formigueiro, as Formigas perdem a sua individualidade em nome do bem-estar coletivo.
Igualmente os Juizes.
Em nome da Justiça, devem ser sociais e coletivos, e abrir mão de seus interesses privados.
Devem ser públicos, como a Justiça é pública.
Devem ser do povo, como a Justiça é do povo.
Devem ser populares, como a Justiça é popular.
Por isso todo mundo gosta da Justiça.
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